Em Montemor de 1 a 6 de Setembro: Feira da Luz espera pelo menos 80 mil pessoas

01/09/2010 at 3:42 pm Deixe um comentário

Quarta, 01 Setembro 2010 09:07

Perdeu-se no tempo a data em foi criada. Sabe-se apenas que tem centenas de anos e que recebeu o nome do templo religioso junto ao qual sempre se realizou – a igreja de N. S. da Luz, em Montemor-o-Novo.

A Feira da Luz é uma das feiras francas mais importantes do Alentejo que, durante séculos, atraiu milhares de visitantes, negociantes de gado, lavradores e comerciantes de utilidades.

Nos anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974, a Feira da Luz entrou em declínio e só no início da década de 1990 voltou a conhecer melhores dias, fruto de uma parceria entre a autarquia e uma associação de produtores de gado de Montemor.

À espera de voltar a receber pelo menos 80 mil visitantes – número recorde atingido em 2009 – está o Carlos Pinto de Sá, presidente do Município local. Em entrevista ao Diário do Sul, o autarca realça a promoção dos produtos regionais como factor desenvolvimento do concelho, que a Feira da Luz, associada à Expomor, tem trazido a Montemor-o-Novo.

Diário do Sul (DS) – Como é que a Expomor se junta à Feira da Luz?

Carlos Pinto de Sá (CPC) – A Feira da Luz teve evoluções muito diferenciadas ao longo dos tempos mas na véspera do 25 de Abril era uma feira que estava a morrer. Após o 25 de Abril, com as Unidades Cooperativas de Produção, ganhou uma outra dimensão.

Com o desaparecimento da reforma agrária apareceu, através de uma associação – a APORMOR – a Expomor, um certame que se realizava à parte da Feira da Luz. Quando, no início da década de ’90, entrei para a Câmara, promovi a junção dos dois eventos. Houve uma negociação conseguida que resultou numa parceria entre a Câmara e a APORMOR, que tem sido a base do êxito que a feira da Luz tem conhecido até aos nossos dias, numa nova fase em que a componente económica voltou a ter um peso importante. E à vertente económica, juntaram-se outras que atraem gostos variados, desde a cultura ao desporto, à tauromaquia, ao lazer e à animação. Enfim, temos de tudo um pouco e o êxito das últimas edições decorreu precisamente dessa parceria estabelecida entre a Câmara Municipal de Montemor-o-novo e a APORMOR.

DS – Que novidades estão previstas para a edição 2010?

CPC – Habitualmente temos sempre novidades apesar de tentarmos manter aquilo que verificamos que resulta em anos anteriores. Este ano, continuamos a apostar nos produtos de Montemor e vamos ter uma exposição específica que tenta também, de alguma maneira, ser uma resposta à crise através da promoção desses produtos, tentando dá-los a conhecer e encontrar novos mercados para que e os nossos produtores possam ter maiores vendas. Portanto a exposição central tem o objectivo de promover os produtos locais como a carne, o pão, o vinho, o mel, todos de grande qualidade, que temos aqui em Montemor-o-novo.

DS – E o que é que se mantém em termos de promoção?

CPC – Mantemos a promoção de um grande produto do Alentejo, que iniciámos há três anos que é o porco alentejano. Temos uma parceria com a associação nacional de criadores que tem funcionado muito e este ano, para além das mais variadas actividades, vamos ter um concurso de enchidos de porco alentejano.

DS – Que nível de participação, tanto de expositores, como do público, a organização espera para este ano?

Face à crise e às dificuldades que, nomeadamente, as pequenas empresas têm, tentámos que se mantivesse o mesmo nível de participação de expositores, que o ano passado atingiu um número recorde. Quanto ao público, esperamos também que se mantenham o número atingido atingiu 80 mil visitantes – um número notável para um evento no Alentejo.

DS – Qual é o montante investido na Feira da Luz e que receitas esperam contabilizar?

CPC – Bom, este ano vamos conseguir, certamente, reduzir um pouco as despesas, mas estamos a falar de um investimento na ordem dos 400 mil euros, com uma receita final de cerca de 60 mil euros. É ainda um investimento significativo, mas, ao longo das últimas edições temos conseguido diminuir este déficit, por via do aumento das receitas, mais do que as despesas. Isto apesar de o número de dias da feira ter aumentado. Recordo queé uma feira que não paga. É uma feira aberta, é uma feira franca e este é um dado essencial porque nós disponibilizamos a todas as pessoas a entrada na Feira da Luz.

DS – É uma forma de serviço público?

CPC – Claro que sim. É uma forma de serviço público e uma forma de promover Montemor e toda a região e isso é visível porque cada vez mais atingimos públicos de outras regiões do País, nomeadamente, da zona da grande Lisboa. Sabemos que são pessoas que já se habituaram a vir à Feira da Luz ou para um evento espeçífico, ou porque simplesmente se habituaram e gostam desta feira. Começamos também a ter alguns estrangeiros.

DS – Os espectáculos são sempre um atractivo. O que é que destaca do cartaz deste ano?

CPC – Vamos abrir com os Santos&Pecadores, que dispensam apresentações. No fado, este ano temos uma voz que está a ser lançada, a Carminho. No folclore, vamos ter os 25 anos do Rancho Etnográfico de Montemor-o-novo. Depois temos dois projectos de dimensão Nacional – os Deolinda e João Gil com o Baile Popular. Entretanto, temos outros espectáculos quer de dimensão local, quer de dimensão nacional, mas no palco mais pequeno. Para além dos espectáculos temos a exposição de gado, as tasquinhas e toda a convivência em torno da Feira da Luz.

DS -Perspectiva-se portanto uma boa feira…

CPC – Sim claro. Julgo que temos um conjunto bastante variado de propostas para que quem vem à feira se sinta bem. Temos perspectivas muito optimistas pela tendência que a feira tem tido para crescer e se afirmar no panorama regional e até nacional. A procura da parte do público e dos expositores tem aumentado e consolidado a Feira da Luz que é hoje um dos grandes eventos do Alentejo, fruto da aposta que fizemos à duas décadas atrás.

Fonte: Diário do Sul

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