Região combate cancro com rastreios recomendados a nível internacional

25/09/2010 at 9:55 am Deixe um comentário

Sexta, 24 Setembro 2010 09:28

Faltam médicos oncologistas. O problema é transversal a todo o país, não fugindo o Alentejo à regra. A formação de mais especialistas nesta área é urgente, sobretudo quando a Organização Mundial de Saúde aponta para que entre 2000 e 2020, duas em três pessoas possam vir a ter cancro, o que significa que é um problema gravíssimo que a sociedade tem pela frente e, como tal, os serviços e as instituições têm de ter capacidade suficiente para dar a resposta a estas necessidades.

Em declarações ao “Diário do Sul”, o director da Unidade de Oncologia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), afirmou que, neste momento, existem três médicos oncologistas residentes e mais três em formação, perfazendo um total de seis. “É claro que precisamos de mais porque somos uma unidade que abrange todo o Alentejo, sendo preciso dar resposta a muitos doentes”, frisou.

Contudo, este responsável adiantou que esta situação de falta de médicos oncologistas está melhor, afirmando haver mais profissionais do que há uns tempos atrás, mas continua a ser ainda uma especialidade com muita carência. “Não haverá um único serviço de oncologia do país onde não haja falta de profissionais neste ramo”, reforçou, aspirando que sejam formados médicos oncologistas em quantidade necessária.

Sérgio Barroso garantiu, no entanto, que esta lacuna não é um impedimento para que os doentes sejam bem tratados. “Agora, nós precisamos de mais profissionais para termos um melhor desempenho e oferecer superiores e mais cuidados à população”, considerou, acrescentando que o cenário em termos de oncologia é preocupante nos próximos anos.

“Todas as estatísticas mostram uma subida significativa do número de casos de cancro, à medida que a população vai envelhecendo e à medida que nós vamos tendo tratamentos mais eficazes que mantém os doentes em boa saúde durante muito mais tempo”, salientou.

Instado sobre o que pode ser feito perante este panorama, o director da unidade referiu que a prevenção pode ser feita nalguns casos, através de medidas que podem ser utilizadas e que são mais ou menos específicas para cada um desses tumores. Um outro aspecto que é muito importante é o diagnóstico precoce e o facto das pessoas aderirem aos rastreios dos tumores que podem ser rastreados. “Na nossa região temos já em funcionamento o rastreio do cancro da mama, do cancro do colo do útero, o rastreio do cancro da próstata é feito pelos médicos de família e pelas consultas hospitalares e vamos ter, a partir do início do próximo ano, o rastreio do cancro do colo rectal”, anunciou, vincando que deste modo vamos ter, no Alentejo, todos os rastreios que são recomendados internacionalmente.

Para este médico, um outro aspecto que considerou ser fundamental em toda esta situação é a aposta na transmissão de informação à comunidade em geral, porque quanto melhor informado estiver o doente, melhor tratado pode ser. “Se recorrer precocemente aos serviços de saúde, se tiver informado valoriza melhor os sintomas que tem, depois é mais exigente nos tratamentos que lhe são impostos e isso tudo contribui para um melhor tratamento e para um melhor resultado final”, asseverou.

Como tal, pôr na ordem do dia o tema do cancro, não ter medo de falar do cancro é urgente. “Até há um tempo atrás, era quase proibitivo falar de cancro. Os doentes não falam, as famílias não falam, a comunicação social falava muito pouco e, portanto, é um tema quase tabu”, constatou, afirmando que isso contribui para um desconhecimento, para um medo que gera ansiedade, o que leva a um atraso e a uma maior dificuldade em controlar a doença oncológica.

“Se invertermos esta tendência, seguramente vamos ter diagnósticos mais precoces e vamos ter mais cura de mais doentes”, garantiu, sublinhando ainda que o tratamento do doente oncológico deve ser multi-disciplinar, no qual participam várias especialidades, diversos profissionais de saúde de outras áreas não médicas que são igualmente fundamentais para que o resultado final possa ser um “de excelência”.

Fonte: Diário do Sul

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