Cancro e VIH representam 56% dos gastos com remédios

04/10/2010 at 11:35 am Deixe um comentário

HOSPITAIS

por DIANA MENDES

O cancro e VIH/sida representam já 56% dos gastos com medicamentos nos hospitais portugueses, com despesas que têm crescido todos os anos. Entre Julho de 2009 e Junho de 2010 estes medicamentos custaram 727,2 milhões de euros, mais 227 milhões do que há dois anos, segundo dados da consultora IMS Health. O Ministério da Saúde está a negociar reduções de preços com a indústria para controlar estes gastos. Ao DN, a ministra Ana Jorge disse que já há negociações “bem encaminhadas”.

A área que mais tem crescido é precisamente a oncologia, que de 2008 até agora teve um aumento de 47,3% dos gastos, segundo os mesmos dados (quase 170 milhões de euros a mais). Já no caso do VIH/sida, os gastos têm crescido na mesma proporção desde 2007 e 2008, na ordem dos 15%. Mas a tendência é para haver mais pessoas a tomar anti-retrovirais.

“Não é possível controlar os gastos nesta área”, diz ao DN Eugénio Teófilo, especialista em medicina interna do Hospital dos Capuchos. “Há cada vez mais casos identificados e estamos a tentar fazê-lo cada vez mais cedo. Além disso, estes doentes podem ter a mesma esperança de vida, estando em tratamento durante 30, 40 ou mais anos. Já há 12 mil em tratamento”, explica.

A situação é diferente na oncologia, onde “os tratamentos não têm tão longa duração e a mortalidade é maior. Podem implicar tratamentos caros, mas mais curtos”, refere. Anualmente, surgem 50 mil novos casos de cancro por ano, aproximadamente, para um total de 25 mil mortes anuais.

Manuel António Silva, que dirigia o IPO de Coimbra e é o próximo coordenador nacional para as doenças oncológicas, avança que “não é possível tratar os doentes sem este remédios. Mas podemos tentar controlar o desperdício”. Entre os remédios mais caros estão o trastuzumab (cancro da mama); Bevacizumab (pulmão, cólon e recto), Imatinib (leucemia, gástricos) ou docetaxel (para vários cancros). Sozinhos custaram 50 milhões de Janeiro a Julho, avança o Infarmed (ver caixa).

É precisamente nestas duas áreas e eventualmente na área das doenças reumáticas e auto-imunes que a ministra da Saúde, Ana Jorge, está a negociar reduções de preços com várias empresas farmacêuticas. Ana Jorge disse ao DN que “já há algumas negociações bem encaminhadas”. Actualmente, acrescenta, “tem surgido um número elevadíssimo de medicamentos novos. Beneficiam muito os doentes, mas são exageradamente caros. Por isso, temos de ter em atenção que a introdução de alguns medicamentos tem de ser criteriosa, porque há doentes que precisam, mas outros que podem não necessitar. Isso tem que ver com orientações técnicas, que têm de ser aplicadas e todos têm de obedecer às regras “.

Manuel António diz que se está a trabalhar na reorganização da rede de centros, para que sejam “feitos os tratamentos nos sítios exactos e de forma ágil. Sabemos que centros com poucos doentes pagam muito mais só com a preparação da quimioterapia. Um tratamento pode custar 360 euros num centro maior e 1600 num mais pequeno”.

Fonte: Diário de Notícias

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