Gravidez Aborto espontâneo aumenta os riscos cardíacos

07/12/2010 at 1:03 pm Deixe um comentário

RITA CARVALHO

06/12/2010

 Mulheres com mais de três abortos espontâneos têm risco cardíaco cinco vezes superior. 40% das gravidezes não evoluem. As mulheres que tiveram mais de três abortos espontâneos ao longo da vida têm um risco cinco vezes superior de sofrer um ataque cardíaco. As conclusões são de um estudo alemão divulgado ontem na publicação Heart e podem servir de alerta para as milhares de mulheres que todos os anos perdem um bebé até às 20 semanas. Associação diz que este é problema de saúde pública. A associação entre estes dois factores é nova para os obstetras ouvidos pelo DN. Mas pode ajudar a explicar porque é que 40% das gravidezes não têm sucesso, segundo estatísticas internacionais. “Em muitas gravidezes, a causa do aborto espontâneo é uma alteração da coagulação sanguínea. Muitas vezes, é através da gravidez, que não vai para a frente, que as mulheres descobrem que têm este problema”, afirmou ao DN Fernando Cirurgião, director do Serviço de Obstetrícia do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. Nestes casos, a terapêutica é simples, e basta tomar uma medicação que contrarie esta alteração na coagulação do sangue. Não há números oficiais de abortos espontâneos em Portugal, afirma a Direcção-Geral da Saúde, que, contudo, já pediu aos hospitais para fazerem este registo. Mas o problema é comum e afecta todos os anos milhares de mulheres no primeiro trimestre da gravidez. “É uma situação muito recorrente. Às vezes, as mulheres nem se apercebem que engravidaram”, acrescenta Fernando Cirurgião. Só no São Francisco Xavier há cerca de 800 casos por ano, “uma média de dois a três por dia”. Mas os números pecam por defeito, acrescenta, porque muitas vezes o fim da gravidez confunde–se com uma menstruação mais abundante e as mulheres nem procuram os serviços de saúde. Luís Graça, responsável pelo Serviço de Obstetrícia do Hospital Santa Maria, em Lisboa, também corrobora a normalidade dos casos. “Acontece todos os dias. Dois terços das perdas no primeiro trimestre estão relacionadas com más formações do embrião. E só quando há aborto de repetição (ou seja, três seguidos) é que partimos para estudar o caso”, disse. É esta regra que a Associação Artémis, que acompanha mulheres que sofreram uma perda gestacional, quer ver alterada. Para a presidente, Manuela Pontes, não faz sentido só começar a procurar uma causa para o aborto ao fim de três gravidezes perdidas. “Há uma necessidade urgente de estudar a perda gestacional, que é um problema de saúde pública”, disse ao DN, criticando a falta de registos e o acompanhamento às mulheres.

Notícia completa em Diário de Notícias

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