Relatório de Registos de Interrupção da Gravidez 2011 – Janeiro a Dezembro de 2011

04/05/2012 at 3:21 pm Deixe um comentário

Pode descarregar em baixo o Relatório referente a 2011.

Relatório de Registos de Interrupção da Gravidez 2011

Deixamos aqui as considerações finais do relatório:

” CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portugal detém um número de IG por opção da mulher inferior à média europeia, facto que só se manterá
se:

. existir uma mensagem clara e segura de apoio à gravidez planeada;
. houver uma aposta no aconselhamento contracetivo correto;
. forem disponibilizados métodos seguros e eficazes.

O aumento da gravidez não desejada tem implicações no crescimento saudável da sociedade que não
podem ser ignoradas. Poderá estar associado, por um lado, a problemas de integração social, potenciando
e perpetuando um ciclo de pobreza para a mulher e para os seus filhos, por outro lado, ao aumento no
número de interrupções da gravidez.

Os momentos de contacto com os serviços de saúde, após uma interrupção, devem ser otimizados de  forma a fornecer contraceção eficaz e segura para as mulheres que não querem engravidar e com isto  diminuir o número de gravidezes indesejadas e consequentemente de repetições de IG.

A disponibilização de métodos seguros é uma responsabilidade dos serviços e das administrações regionais  de saúde. A DGS salienta que estes aspetos estão já patentes nos normativos que tem emanado e  considera importante o seu cumprimento, nomeadamente quando se dispõe que “(…) os serviços devem  ter disponíveis para utilização imediata contracetivos, em particular aqueles cujo início pode ser simultâneo  ao processo de interrupção, como o dispositivo intra-uterino e o implante” (CN Nº 11/SR de 21.06.2007 da  DGS).

Reforça-se a necessidade do comportamento contracetivo ser integrado nos programas de educação e de  promoção da saúde sexual e reprodutiva masculina. Questões como prevenção da gravidez e de infeções  sexualmente transmissíveis devem ser, numa sociedade que se pretende igualitária em termos de género,  entendidas como responsabilidade de mulheres e homens.

Finalmente, é responsabilidade da DGS salientar a importância de ter em consideração o aumento de  cidadãos estrangeiros a residir em Portugal. Este facto representa um desafio acrescido em dois aspetos:  por um lado, o enquadramento e conhecimento de representações e práticas culturais diferentes na área  da saúde sexual e reprodutiva; e por outro a necessidade de garantir o acesso aos cuidados de  planeamento familiar e cuidados materno-infantis. Esta situação encontra-se devidamente prevista em Portugal, designadamente através de vários normativos da DGS (CI Nº 12/DQS/DMD de 7.05.2009).

O aconselhamento contracetivo pode e deve ser realizado ao longo de todas as consultas no quadro do  processo de interrupção, e não ser remetido exclusivamente para uma consulta final quando a IG já está  completa. O método contracetivo deve ser escolhido e iniciado durante o processo da IG.”

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“Desempregadas são as que mais abortam” Plataforma em defesa da Maternidade Alfredo da Costa (com o apoio do Movimento democrático de Mulheres)

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